quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Imagens em tripé fixo: A câmera como primeiro instrumento astrofotográfico

E um pouco comum colegas com cerca 1500 reais para gastar me pedirem um indicação de qual o melhor equipamento astrofotográfico que eles podem comprar com essa grana. Eles normalmente querem adquirir uma câmera, um telescópio e uma boa montagem com esse dinhero. Bem, nessas horas eu sempre começo uma pequena discussão ao dizer: "Compre uma câmera com esse dinheiro, e só!". Mas como a maioria das pessoas associa astrofotografia a telescópios, sem compreender que o telescópio é só mais um equipamento em astrofotografia e não o principal, eu sempre sofro muito para mostrar meu ponto de vista.

Por isso, na última semana, ajudado também pelo fato de estar sem carro, decidi que levaria para a chácara de meus pais, onde passaria o Natal, apenas a Canon T2i e um pequeno tripé fotográfico, para mostrar como está câmera, ou outras de mesmo nível, pode ser, por si só, um maravilhoso instrumento astrofotográfico, sem a necessidade de um telescópio ou mesmo uma montagem com acompanhamento.

Coloquei a câmera sobre o pequeno tripé que acompanha o meu travelscope, liguei ela ao netbook e comecei a tirar algumas fotos do céu, simplesmente fotografando em tempos de esposição que não permitissem rastros.

Também fiz uma coisa que para muitos astrofotógrafos seria uma maluquisse, botei o ISO em 6400, o que seria considerado um erro por muita gente, por que gera muito ruído, mas com 40 frames em média de cada imagem, calibrados com mais 30 dark frames, empilhados e tratados no Deep Sky Stacker, acho que consegui tirar muito bem o ruído que o alto ISO gerou. A captação foi toda feita com arquivos em RAW.

Mais próxima do Sul, consegui tirar fotos da Grande Nuvem de Magalhães com frames de 20 segundos.

Mais perto do zoodiaco, os frames da constelação de Orion foram mais curtos, mas deu até pra ver a Nebulosa de Flame

Acredito que ao se adquirir uma boa câmera fotográfica você conseguirá resultados muito superiores do que se tentar comprar um telescópio, uma montagem e uma câmera simples com esse mesmo dinheiro. Poderá ir tirando inúmeros boas fotos em WideField, como as duas acima e também de composições (paisagem+céu), de conjunções, meteoros, cometas, startrails, entre outros, com muito mais qualidade do que as fotos que conseguiria se tentasse comprar também um telescópio com esse mesma grana. Com 1500 reais você teria um telescópio, uma monaegem e uma câmera de baixa qualidades nas mãos, mas usando esse dinheiro para comprar só a câmera, você estará adquirindo um excelente equipamento. Com pouco mais de1500 reais é possível adquirir uma Canon T3 ou até uma T1i.

O conselho que daria seria continuar a juntar dinheiro e quando tivesse condições, comprasse uma boa montagem, que lhe daria condições de tirar fotos com tempo de exposição maior, podendo aumentar o zoom da câmera e tirar fotos incrívels. Deixe o telescópio por último!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Finalmente o novo telescópio solar.

Eu havia dito que esse blog ia ficar de férias até o meio de janeiro, mas quem me acompanha nas redes sociais sabe que se o blog estava de férias, minhas atividades como astrofotógrafo não estavam nem um pouco paradas.

O grande acontecimento desses dias foi que finalmente meu novo telescópio solar, mesclando o Coronado PST com o Orion ED de 102mm, ficou pronto. Foram quase meses, dois esperando o filtro C-ERF chegar e mais algumas semanas preparando as peças para a adaptação, em dois torneiros mecânicos. Primeiro eu fiz o suporte do filtro C-ERF e o encaixe do Coronado como ocular, mas ao encaixar o Coronado no focalizador do Ed de 102mm, eu não consegui foco de jeito nenhum, descobri que o foco estava bem para dentro, quase que no tubo e o focalizador teria que ser trocado. Procurei um segundo torneiro, já que achei o primeiro muito careiro, apesar do trabalho dele ter ficado excelente. Esse segundo fez a peça que substituiria o focalizador de Nilon, um material bem leve e parecido com plástico que eu achava que só servia para linhas de pesca e bermudas (rss!). Ele entregou a peça ontem.

Hoje, cheguei do serviço às cinco e meia da tarde e achei que o céu não abriria, mas abriu por alguns minutos. No começo fiquei admirando o sol pela ocular. Era uma imagem de tirar o fôlego. O avanço em relação ao Coronado PST foi enorme. Animado eu tentei algumas imagens, mas infelizmente o Sol estava muito baixo. Aa turbulência na atmosfera era evidente, mas assim mesmo deixo para vocês uma "boa" imagem que consegui.

Tenho certeza de que, com as DMK's, que estão emperradas nos Correios e um Sol mais alto no céu, conseguirei imagens bem, mas bem melhores mesmo.

O Coronado PST original, durante o 17. Enoc do CASB

O novo telescópio solar: um Ed de 102mm com Filtro C-ERF de 90mm e o Coronado PST

Eu em frente ao filtro C-ERF - IMPORTANTE: Esse filtro não filtra a luz solar, apenas o Calor, quem filtra a luz é a parte de trás do Coronado, por isso nem pense em comprar somente o filtro C-ERF sem um filtro solar adequado.

A parte de trás do telescópio, reparem que foi retirado o focalizador do Orion ED 102mm e colocado uma peça feita por torneiro mecânico. felizmente o Coronado tem seu próprio focalizador, para ajustes finos.

'
Atenção - Foto tirada com telescópio solar com filtro H-alpha. 
Nunca aponte um telescópio ou câmera fotográfica para o Sol sem filtro específico para isso.

A minha primeira imagem, ainda com a Neximage e quase ao por do Sol. Ela não faz jus a qualidade que vi pela ocular.

domingo, 11 de dezembro de 2011

2011 - Meu primeiro Ano de Astrofotografia

Há cerca de dez meses, em fevereiro de 2011, eu perguntava numa comunidade do Orkut, onde eu poderia comprar um telescópio em Nova York, uma viagem que faria basicamente para comprar equipamentos de Astronomia. Assim começava a minha vida como aspirante a astrofotógrafo. Alguns meses depois, eu estava no EBA (Encontro Brasileiro de Astrofotografia) aprendendo com os maiores feras da Astrofotografia Brasileira, incluindo entre eles José Paulo Diniz e Fernando Pinheiro.

Hoje, 11 de dezembro de 2011, encerro o meu ano astrofotográfico e anuncio as férias desse Blog, que deve ficar de parado até o meio de Janeiro, quando eu devo voltar com o meu novo setup Solar. Se tudo der certo, neste período também estarei mudando de apartamento, para um mais adequado a um telescópio.

Decidir fechar o ano neste blog com um vídeo, uma coletânea das melhores fotos que consegui tirar neste primeiro ano de aprendizado. Espero que gostem.

Um abraço a todos, e também um feliz Natal e Feliz Ano Novo

Rodrigo Andolfato




segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Modificação do Coronado PST - Levando o filtro C-ERF ao Torneiro Mecânico

Um dos desenho feito por mim para o Torneiro Mecânico, mostra como as peças do adaptador do filtro C-ERF seencaixarão.
Eu estou muito animado com meu projeto de modificação do Coronado PST. Ontem a noite, fiquei até duas da manhã, desenhando o projeto das peças que preciso para fazer a modificação do Coronado. A primeira encaixará o filtro Baader C-ERF na objetiva do telescópio e a segunda, a parte traseira do Coronado na entrada de ocular do meu Refrator ED 102mm. Tive que fazer o desenho no BrOffice Impress, já que não tinha nenhum programa melhor. Foi meio trabalhoso, mas acho que ficou legal. 

Hoje levei os projetos para um torneiro mecânico aqui de Brasília, e também algumas fotos de um site sobre a modificação que estou fazendo e ainda as peças onde os adaptadores se encaixarão. Ou seja, tive que deixar o Coronado com o Torneiro, já que um dos adaptadores tem que ter exatamente a mesma rosca do tubo do Coronado, e com o telescópio do lado dele acho mais difícil que ocorram erros. As peças serão feitas em alumínio, para serem bem leves

O torneiro, indicado por um membro do CASB, me causou uma impressão muito boa. Escutou-me com atenção e pareceu entender claramente o que eu estava falando, mas não pôde me passar um orçamento de imediato. Disse que teria que ver o material antes de dizer quanto vai custar. Espero que não fique muito caro.

Deve se notar que expliquei para o torneiro o que eu queria e dei liberdade para que ele mudasse o projeto se tivesse uma ideia melhor do que a minha.

Eu tenho esperança de que as peças fiquem prontas até sexta, mas muita coisa pode acontecer e problemas podem surgir, por exemplo, o torneiro me disse que talvez seja necessário trazer material de Belo Horizonte, o que pode levar uns dois dias. 

Bem, como já estou acostumado a fazer, o que posso fazer agora é esperar.

Peça que irá encaixar o Coronado no Telescópio


sábado, 3 de dezembro de 2011

Chegou o meu filtro Baader C-ERF


Finalmente o meu projeto astronômico para 2012 começa a se materializar. Hoje recebi o filtro Baader C-ERF que vou usar na modifcação do meu Coronado PST.

Foram 53 dias de uma longa, quase eterna, espera, principalmente quando o objeto ficou 45 dias sem dar sinal de vida no rastramento, constando no rastramento apenas como expedição internacional em Portugal, depois de 3 dias de envio e nunca mais dando sinal de vida. Até que apareceu como conferido no site dos correios e quatro dias depois chegou na casa do meu amigo que ia recebê-lo.

Hoje meu amigo trouxe o filtro até aqui em casa. A boa notícia é que, apesar de eu ter procedido de forma totalmente correta, comprando de um site respeitado e pelos correios, o produto filtro chegou sem cobrança de impostos. Paguei apenas o frete de 15 Euros da BrightStar, o que é muito barato, diga-se de passagem.

Essa foi a minha primeira compra de um equipamento de astronomia através de um site fora do Brasil. Há algum tempo eu tinha receio de fazer isso, mas para certos equipamentos eu tenho três escolhas, ou viajo para fora ou peço para amigos trazerem para mim, ou compro direto nos sites. Após essa primeira experiência, apesar da demora, que não foi de forma alguma culpa da Bright Star, cujo João até chegou a me ligar duas vezes de Portugal, quando eu manifestei preocupação com a demora. Até os Correios não são culpados nessa (hunf! Será?) , o grande gargalo parece ser mesmo a Alfândega.

A visão do filtro não é das mais emocionantes. trata-se de um pedaço de vidro com uns 7mm de espessura e 90mm de diâmetro, de cor roseada. Agora eu tenho que levá-lo a um torneiro mecânico para fazer um adaptador para encaixá-lo ao meu Orion Premium Ed de 102mm. Também vou levar o Coronado PST, para fazer um adaptador para encaixar a parte de trás deste telescópio no Ed de 102mm. Se tudo der certo, talvez no próximo fim de semana eu já possa ter as minhas primeiras fotos do Sol em H-Alpha num refrator de 102mm com filtro de 90mm, o que deve ser fantástico. Serão fotos com a Neximage é claro, por que as DMKs que estou esperando, se for mantido o mesmo padrão, devem chegar só depois do Natal.


Agora, reparem na imagem acima. São três fotos diferentes. Na primeira eu tirei uma foto da vista do meu apartamento com uma câmera CiberShot da Sony. Na segunda eu coloquei a objetiva do Coronado na frenta da câmera e na terceira coloquei o filtro C-ERF. A pergunta que me faço é: Cadê o filtro na objetiva do Coronado PST? Eu já fiz o teste apontando a luz da objetiva para minha mão e rapidamente a minha mão esquentou. Ao que me parece a luz atinge o filtro da parte de trás do Coronado PST antes de ficar totalmente concentrada, mas com certeza algo quente chega nesse filtro. Bem até hoje ninguém sofreu um acidente com o Coronado PST, mas acho estranho ver esse tipo de coisa.

Um grande abraço a todos e torçam por mim. Ainda não sei até que ponto essa minha tentativa de modificação vai dar certo. A minha maior preocupação é se vou conseguir foco. Um grande abraço a todos!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Equipamento ideal para fotografia solar



Eu ja fiz um post sobre o equipamento ideal para fotografia de céu profundo e outro para fotografia planetária, apontando a diferença que existe entre os setups dos dois modos de astrofotografia. Mas como estou com um grande projeto para fotografia solar e no próximo ano esse será provavelmente o tipo de astrofotografia pelo qual mais me dedicarei, achei interessante fazer um post sobre equipamento de astrofotografia solar. Esse post de forma alguma esgota o assunto.

Filtros
É o item mais característico para fotografia solar. Ele deve ficar sempre a frente da objetiva do telescópio e nunca na ocular.

Existem 3 tipos de filtros solares mais conhecidos para fotografia solar.

Luz Branca: São filtros que reduzem a luz de forma geral em 99,99%. Esses filtros mostram a fotosfera, que é a superfície visível do sol, aquela que conseguimos ver com nossos próprios olhos em rápidos relances quando o Sol está se pondo ou nascendo. Para essas fotos são usados filtros flexíveis ou rígidos que ficam na objetiva dos telescópios. Esses filtros normalmente não são muito caros, tendo até a opção muito barata de se comprar apenas a lâmina, que vêm em folhas aproximadamente do tamanho de uma folha de papel A4, cabendo ao usuário fazer o seu próprio suporte para usar o filtro no telescópio (cuidado com suportes feitos de papel ou plástico muito fino, eles podem voar com o vento ou caírem com facilidade, com consequências terríveis para o que estiver do outro lado da ocular).

As fotos em luz branca mostram basicamente manchas (umbra e penumbra) e grânulos. São imagens mais monónotas do que as de H-Alpha, mas existem filtros que são colocados na ocular para dar um "up" nos filtros de luz branca. E só podem ser usados combinados com esses filtros, nunca sozinhos. Um deles é o Continuum, da Baader, que de um maior contraste aos grânulo.

H-Alpha.
Os filtros H-Alpha conseguem ver a cromosfera solar. Ela está acima da fotosfera, mas como é menos brilhante do que a fotosfera, não aparece quando usamos um filtro de luz branca. Para se ver a cromosfera é preciso apagar a fotosfera (é como com o seu celular, quando ele está com a tela acessa você não vê as marcas de seu dedo no vidro, mas quando se apaga a tela você consegue ver as suas digitais impressas no vidro). Felizmente a cromosfera é mais quente do que a fotosfera. Ela tem uma temperatura de 10 mil graus contra 5 mil da fotosfera. A esta temperatura de dez mil graus o hidrogênio emite uma onda numa faixa específica. O filtro H-Aplha só deixa passar essa faixa, conseguindo apagar a fotosfera e nos permitindo ver as maravilhas da cromosfera.

E a cromosfera é muito mais interessante do que a fotosfera. Nela também vemos as manchas, mas além disso vemos espículas, proeminências, erupções, filamentos, fazendo da Cromosfera um espetáculo cujo show está se renovando todos os dias.

Mas esse espetáculo tem um preço, filtros de H-Alpha são muito mais caros do que os filtros de Luz Branca. Mas muito mais caros mesmo! O modo mais barato de ter um equipamento em H-Alpha é comprando um Coronado PST, que custa quinhentos dólares no exterior e aqui na Brasil, dá última vez que vi, estava 3 mil reais no Astroshop. Mas como eu já vi algumas pessoas dizerem, é um show que vale o bilhete.

A Coronado, filiada a Meade e a Lunt, sua concorrente, são as empresas mais populares a oferecerem filtros H-Alpha. A Coronado vende do PST que custa 500 dólares, a modelos de 90mm com double-staking que custam quase 10 mil dólares. A Lunt também tem um modelo parecido com o PST, só que com 35mm, e vários modelos bem mais caros também. O modelo de 35mm da Lunt custa 600 dólares, mas seu filtro H-Alpha fica na objetiva e não no meio do telescópio. isso gera imagens com mais contraste, mas dificulta a modificaçào do telescópio.

É importante ressaltar que este filtro H-alpha usado em fotografia solar não tem nada a ver com os filtros H-alpha usados em fotografia de nebulosas de céu profundo. O filtro H-alpha solar é também acompanhado de um filtro Etalon, que tira toda a luz que possa prejudicar os olhos ou o sensor da câmera. Filtros H-alpha de céu profundo não são feitos para fotografia solar, o seu uso sem outro filtro irá levar a problemas sérios e o seu uso acompanhado de um filtro de luz branca, não irá mostrar coisa alguma.
 
Calcium-K: Essa é uma modalidade menos popular de fotografia solar. É um tipo de fotografia tirada com um filtro que filtra a luz permitindo passar uma banda bem específica devido a mudança de estado do calcio presente na fotosfera solar. Ao contrário do H-Alpha, que mostra acima da Fotosfera Solar, o Calcium-K mostra uma imagem ainda mais interna do que as vistas em fotos de luz branca. Eu já tive a oportunidade de usar e tirar umas fotos com um telescópio desses, emprestado por um amigo. É mais comumente utilizado por quem já tem um telescópio H-Alpha e quer tirar fotos diferentes ou simplesmente por iniciantes que queriam comprar um telescópio H-Alpha, mas por desconhecimento compraram o telescópio errado! A imagem de um telescópio Calcium-K é pouca coisa mais interessante do que a de um telescópio em Luz Branca. Além disso é quase impossível de conseguir ver alguma coisa por observação, sendo um telescópio voltado para astrofotografia.

Tanto a Coronado como a Lunt oferecem alguns modelos de telescópios solares Calcium-K, a Coronado, inclusive possui um Coronado PST com esse filtro.

Cameras:
Com o filtro adequado. É possível fotografar o Sol com vários tipos de câmera. Mas é claro que o resultado não vai ser o mesmo.

DSLR: Deve-se observar que as DSLR em geral não consegue focar em Coronados PST com foco primário. O foco está para dentro do telescópio. alguns usuários serram o porta ocular do coronado para colocar a DSLR mais para dentro. É possível fotografar em Afocal, com um adaptador, mas não vi grandes fotos do Sol, principalmente em H-Alpha com câmeras DSLRs. Já em Luz branca é possível ver fotos interessantes.

Webcans: com câmeras como a SPC900nc, Toucans ou a Celestron Neximage é possível tirar belas fotos com Luz branca e com o Coronado PST, usuários de telescópios solares com H-alpha (bem mais caros) raramente usam esse tipo de câmera. Eles preferem as mais avançadas.

Imaging Source DMK: são as câmeras mais populares para fotografia solar. Elas são monocromáticas, mas para fotografia solar não são necessárias fotos coloridas, basta amarelar elas no PhotoShop depois que as imagem ficam perfeitas. E por serem monocromáticas são muito mais sensíveis, já que não interpolam a imagem, como as coloridas. Há 3 modelos específicos:

DMK21 resolução de (640x480 e velocidade máxima de 60 Frames por Segundo)
DMK31 resolução de (1024x768 e velocidade máxima de 30 Frames por Segundo)
DMK41 resolução de (1280x960 e velocidade máxima de 15 Frames por Segundo)

Há uma grande discussão sobre qual delas seria melhor. É claro que mais velocidade é bom, mas mais resolução também. Ainda não é possível vender uma DMK41 com 60 frames por segundo devido ao limite das conexões usadas. Mas com o USB 3.0 talvez surja uma DMK41 com 60 frames por segundo mais para frente, embora isso também vá significar vídeos de tamanhos gigantescos mesmo com poucos segundos de duração. Haja disco rígido e poder de processamento!

Acho que a melhor escolha seria a DMK31, que seria o modelo mais equilibrado. No meu caso, como eu tava com boas condições econômicas, adquiri a DMK41 e também a DMK21, para ter o melhor dos dois mundos (o fato de ter desistido de comprar uma nova montagem quando o Armazém botou a EQ-6 a venda por quase seis mil reais, com o frete, também ajudou).

Câmeras Skynix: também são muito utilizadas para fotografia solar. Alguns consideram as DMKs superiores a elas, outros não. Acho que tanto com a DMK ou a com uma Skynix você está muito bem servido para fotografia solar.

Telescópios e Montagems
Não há restrição para telescópios ou montagens em astrofotografia solar. É claro que quanto melhor o telescópio e a montagem, melhor será a foto. O problema é que se a abertura do telescópio for muito grande, o filtro terá que ser grande também. É difícil achar um filtro H-Alpha maior do que 90mm, por que eles são caríssimos. Um telescópio de 100mm com um filtro H-Alpha de qualquer tamanho será um aparelho fantástico. Para Luz branca, como esses filtros são mais baratos, um telescópio maior será interessante para poder definir melhor as manchas e principalmente os grânulos.

Modificação do Coronado PST - Uma opção interessante
Existe sim, uma possibilidade não tão absurdamente cara de se tirar fotos com filtros H-Alpha de 90mm ou mais sem gastar uma quantia absurda com isso. É tirando a objetiva do Coronado e adquirindo um filtro de rejeição de energia: C-ERF. Com um filtro desses na objetiva de um bom telescópio você pode colocar a parte de trás do seu coronado encaixada no telescópio, como se fosse uma ocular e transformar seu Coronado PST num telescópio maior.

Neste momento, eu estou aguardando a chegada de um filtro C-ERF de 90mm para encaixar meu Coronado PST no meu ED de 102mm. Com as câmeras DMK e a minha monetagem CG-5GT, eu espero ter um excelente setup solar. Com a chegada do novo setup eu terei ainda mais experiência no assunto.


É isso aí pessoal. Eu ainda tenho muito a aprender, mas espero que esse texto tenha sido interessante para quem está começando. Um grande abraço!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Spetacular Universe - Uma revista só com astrofotos de amadores.


Esses dias chegou uma edição especial da Astronomy Magazine que achei muito interessante, chamada Spectacular Universe. Está edição é o sonho de um aspirante a astrofotógrafo como eu, por que tratá-se de uma revista livro toda preenchida com fotos tiradas apenas por amadores.

Que fique claro que estes amadores estão longe de serem iniciantes. São na verdade o máximo que podemos chegar como astrofotógrafos amadores. A maioria das fotos de céu profundo, por exemplo, são tiradas com caríssimas câmeras S-BIG 11000, que custam cerca de 6 mil dólares, com montagens e telescópios na mesma categoria. São na maioria setups que no Brasil custariam fácil cerca de 50 mil dólares ou bem mais do que isso. Mas é isso mesmo, a revista nos dá um choque de realidade ao percebermos o que são realmente os equipamentos dos melhores amadores do mundo.

Bem, na verdade acho até que esse é o grande defeito da revista, que poderia dar mais espaço a fotos tiradas com equipamentos mais simples. Por exemplo, a minha parte preferida é uma seção em que eles mostram uma série de fotos tiradas de um mesmo objeto (a Nebulosa Crescente) com equipamentos completamente diferentes. A sessão mostra que, apesar da revista ter priveligiado donos de equipamentos caros, é possível tirar fotos quase tão espetaculares como as que aparecem na revista com equipamentos pelo menos intermediários. 

Mas não deixa de ser maravilhoso ver as imagens que são conseguidas com boas câmeras, bons telescópios e, principalmente, com muita prática na captação e esmero no processamento. Eu sou do tipo que gosta não apenas de tirar fotografias do céu, mas também admirar o trabalho de outros astrofotógrafos.

A revista tem um poster no meio, com uma imagem do centro da galáxia feita por Rogélio Bernal, um dos mais respeitados astrofotógrafos do mundo. Bem, eu acho que eles podiam ter escolhido uma foto mais interessante dele para essa poster, mas não deixa de ser uma imagem espetacular.

Spetacular Universe é uma revista especial totalmente voltada para astrofotógrafos, o que é algo um pouco raro. Por isso vale muita a pena. Eu já devo ter olhado muitas de suas imagens dezenas de vezes, mas a gente sempre consegue perceber um detalhe novo e fica sonhando se um dia chegaremos ao níveis dos astrofotógrafos que aparecem na revista.

A revista pode ser adquirida no link abaixo, com o frete fica em 14 dólares (lembrando que revistas não pagam impostos de importação), um preço que vale muito a pena pelo excelente conteúdo, afinal, são mais de 250 fotos excelentes nassuas mais de 100 páginas.

http://www.kalmbachstore.com/as1110501.html



Um grande abraço a todos!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Eita depressão brava!!! - A chuva chega para valer em Brasília

A vista da Janela do meu apartamento. Repare nos prédios do Águas Claras, quase desaparecendo ao fundo.


As chuvas voltaram em setembro aqui em Brasília, quando já era muito difícil observar ou fotografar qualquer coisa no céu da cidade devido a camada de poeira sobre o a cidade. Quando elas vieram foram até celebradas pela forma como limparam o céue proporcionaram algumas fotos legais da janela do meu apartamento.

Até esses dias eu não estava achando a temporada de chuvas tão ruim assim. O céu ficava nublado, mas as núvens iam embora. Chovia, mas depois o céu limpava.

Até alguns dias, estávamos numa época aqui em que chovia todo dia, mas parece que neste fim de semana começou a época mais temida pelos astrônomos: aquela em que chove o dia todo. São aqueles dias em que as núvens não dão uma única trégua no céu.

Para piorar ainda mais a minha tristeza, o filtro que comprei há quase dois meses num site internacional, não chega. Esse filtro foi caro e já estou começando a perder o sono por causa da demora. 

Que venham dias melhores para este astrofotógrafo normalmente tão empolgado!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Excelente reprocessamento da foto da Galáxia de Andrômeda


Quase quatro meses depois do Encontro Brasileiro de Astrofotografia, o que eu faço  para matar o tempo em dias de chuva? Reprocesso as imagens que consegui naqueles saudosos dias na Chápada dos Veadeiros, quando, num frio de cinco graus, a noite passava rápido enquanto eu tomava chocolate quente e lutava contra a umidade que se acumulava nas lentes do meu equipamento, principalmente da luneta de auto-guiagem.

A foto acima e um reprocessamento de uma das primeiras imagens que captei na chápada, enquanto eu lutava também contra as nuvens que se acumulavam sobre o sítio de observação. Ou melhor, torcia contra elas, já que não se pode fazer nada contra nuvens.

Eu já tinha feito alguns processamentos dessa foto, mas não tinha gostado deles. Tudo bem, teria sido bem mais fácil se eu tivesse captado uns vinte frames e não apenas os cinco que captei, mas as frames não ficaram ruins e eu sabia que conseguiria uma imagem melhor se me esforçasse.

A maior batalha é manter as cores das estrelas enquanto se tira o ruído da imagem. As estrelas tendem a ficarem brancas quando se usa o Noise Ninja e isso estraga um pouco a graça da foto. Essa foi a primeira foto que separei as estrelas da nebulosa numa outra camada para proteger as estrelas enquanto tirava o ruído na nebulosa. Eu confesso que não consegui entender muito bem as explicações que via em fóruns e fiz inúmeros testes até conseguir um resultado satisfatório.

ainda não está perfeito, mas estou muito feliz com essa imagem. Eu estou devendo algumas explicações sobre processamentos de imagens, mas a grande verdade é que ainda trabalho por tentativa e erro, rsss!

domingo, 20 de novembro de 2011

Foto de Júpiter e suas Luas montada no PhotoShop

Júpiter e suas Luas, da esquerda para a direita, Ganímedes, Io e Europa.

Madrugada de Sábado com céu limpo aqui no Guará, contrariando a metereologia que apontava para uma noite chuvosa. Então, às duas da manhã, quando Júpiter está finalmente fazendo pose na janela do meu apartamento, eu arrasto o ED de 102mm com a montagem Celestron CG-5GTpara tentar uma boa foto do planeta.

Eu também estava estreando uma Barlow nova, a Ed de 3x da GSO, que comprei no armazém do Telescópio. Bem eu tenho que dizer que esperava mais dessa Barlow, mas pode ser que eu esteja apenas me adaptando ao equipamento novo. 

Eu também queria tirar uma foto de Júpiter com seus filhotes, melhor dizendo, as Luas Galilenianas que estão sempre acompanhando o planeta. Mas não é fácil fotografar o planeta com as Luas. Quando eu aumento a exposição, elas aparecem, mas o planeta vira um disco branco, sem nenhum detalhe. Quando eu diminuo a exposição, detalhes da atmosfera planetária aparecem, mas as Luas somem. Então a solução é tirar duas fotos, uma com o sensor bem lento e outra com ele bem rápido e juntar as duas no Photoshop, trocando o disco branco que aparece junto com as luas, por um com os detalhes da atmosfera. Não sei até que ponto isso é honesto, mas pelo menos funciona.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Enorme filamento domina a paisagem solar em 17/11/2011


Ontem foi dia de chegada de equipamento novo lá em casa. Uma barlow ED 3x da GSO e um dovetail de 20cm chegaram do Armazém do telescópio. O dovetail foi comprado para eu não ter que ficar colocando o Coronado PST sobre o Ed de 102mm na hora de fotografar o Sol. E a Barlow, é claro, foi comprada para eu conseguir mais aumento e imagens melhores do que aquelas conseguidas pela ShortBarlow 2x da Orion.

Eu cheguei do trabalho cinco e meia da tarde e, como é horário de verão, vi que poderia tentar umas fotos do Sol antes que ele caísse no horizonte. A maior dificuldade que tive foi conseguir o foco com a Barlow ED 3x, pois o Coronado PST é um telescópio que tem um ajuste de foco muito curto. Eu só consegui depois de tirar todos os componentes da Barlow e deixar só aquele da ponta, que segura a lente. Infelizmente, não sei por que, a rosca da Barlow da GSO não se encaixava de forma alguma com a Neximage ou qualquer outra rosca padrão de oculares. Não me pareceu falta de padronização, mas sim um acabamento mal feito da rosca e tive que anexar a barlow com a Neximage na base da fita durex. A qualidade da lente entretanto, me pareceu muito boa.

Quando finalmente apontei o telescópio com a câmera devidamente instalada para o Sol, me surpreendi com a imagem de um enorme filamento que perfazia cerca de um terço do disco solar. É o maior que vi desde que comecei a fotografar o Sol. É uma pena que o Sol já estava muito baixo no horizonte e eu ainda estou me adaptando a nova Barlow (configurar, velocidade do sensor, ganho do sensor, brilho, gamam, balanço de branco e contraste é sempre algo complicado), mesmo assim foi um registro interessante.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um mosaico quase perfeito do Sol


Atenção - Foto tirada com telescópio solar com filtro H-alpha. 
Nunca aponte um telescópio ou câmera fotográfica para o Sol sem filtro específico para isso.


Eu sigo melhorando meus mosaicos feitos com o Coronado PST e com a WebCan Celestron Neximage. Mosaico é com certeza a melhor forma de obter boas fotos do Sol com este equipamento. Embora seja muito trabalhoso.

Para fazer esse mosaico eu faço várias filmagens, de partes diferentes do Sol. Para conseguir ainda mais resolução, uso uma Barlow 2x bem barata, a Short Barlow 2x da Orion, uma das mais baratas que há. São nessárias cerca de doze filmagens que depois devem que ser empilhadas e processadas para cobrir o disco todo do Sol e por fim eu tenho que juntar tudo no Fitswork. No caso dessa imagem de hoje, ainda tive que fazer outro disco com as erupções solares que portilhavam o planeta. É claro que só fiz isso onde haviam erupções.

Eu gostei muito do resultado, mas como disse no título, considerei a imagem quase perfeita. Principalmente do lado direito da foto, é possível perceber mudanças de tonalidade do disco, causado por mudanças de brilho entre uma foto e outra. Um céu meio nublado não ajuda em nada resolver isso.

sábado, 12 de novembro de 2011

Primeira Foto de Júpiter da Janela do Apartamento

Para essa foto foram usados os melhores 250 frames de um video com 2500 em 60FPS>

Finalmente Júpiter está dando as caras na janela do meu apartamento, que é virado para o Oeste, isso se eu tiver forças para ir dormir bem tarde. Ontem, como era sexta-feira, pude arriscar umas imagens do planeta. Para isso usei o Orion 102mm ED sobre a montagem Celestron CG-5GT. Como a distância focal deste telescópio é pequena, empilhei duas Barlows de 2x para aumentar em 4x o aumento natural do meu telescópio com a câmera Celestron Neximage.

O seeing estava péssimo, por isso mandei ver 60 frames por segundo na Neximage. Recentemente descobri que a Neximage não é apenas uma SPC900nc com a embalagem da Celestron. Além da vantagem de já vir pronta para botar no telescópio, enquanrto para a SPC900nc é necessária a aquisição ou a construção de um adaptador, a Neximage também tem agrande vantagem de vir com entrada USB 2.0, enquanto a SPC900nc da Philips tem entrada USB 1.0. Por isso não é possível filmar em 60 frames por segundo com a SPC900nc sem que haja compressão de vídeo. Já com a Neximage não há nenhuma alteração na qualidade da imagem ao se filmar com 60 frames por segundo, o que é muito bom.

Deve ser por isso que as câmeras DMK da Imaging Source só tinham entrada FireWire e só passaram a ter entrada USB quando foi criada a 2.0.

Sempre lembrando que meu equipamento não é o ideal para fotografia de Júpiter, o equipamento ideal para fotografia planetária foi o que mencionei neste post. Mas como vocês podem ver pela foto acima, é possível brincar de fotografar planetas. Pena que a Grande Mancha Vermelha estava do outro lado esta noite, poís eu ainda não consegui fotografá-la.

Mércurio e Vênus da Jánela do Apartamento


Nos últimos dois dias, depois de duas semanas complicadas, finalmente parou de chover, então, apesar da Lua cheia que impede qualquer foto de céu profundo, resolvi arriscar umas fotos, mas é claro, de planetas.

Hoje tentei arriscar uma de Vênus com o Orion Premium ED de 102mm, mas o seeing estava horrível. O planeta estava muito baixo no horizonte e por isso, tudo o que eu conseguia ver era uma bolinha que parecia estar debaixo da água. Na era possível nem perceber se o planeta estava em fase.

Mas notei que Mercúrio estava próximo de Vênus, numa bonita conjunção. Então peguei o humilde TravelScope, que tem muito menos distância focal do que o ED (400mm contra 710mm do ED), troquei também a Neximage pela Canon T2i, que tem um campo muito maior e arrisquei uma foto com os dois planetas na mesma imagem. O resultado é a foto que você vê acima, com os dois planetas entre as nuvens do crepúsculo.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Votem em mim!!

A foto com a qual eu concorro

Pessoal, eu estou participando de um concurso de fotografias no Facebook. O concurso é da página da OPT naquele site. Os prémios são simples, mas estou achando bem divertido.

Para que eu melhore a minha posição, vou precisar do apoio de vocês, por isso peço para quem está lendo esTe post, para entrar na página da OPT e votar na minha foto:

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Fotos Tiradas com refletores de 114mm/4.5"

Eu queria começar a  mostrar fotos de telescópios refletores, pelos de 76mm, mas esses telescópios são usados muito pouco para Astrofotografia e a verdade é que não achei nada digno para este tipo de telescópio. Já para refletores de 114mm, é possível achar muita coisa boa.

Lembro que algumas fotos mostradas são tiradas por astrofotógrafos experientes, com conhecimento em processamento e com os acessórios corretos, como uma boa câmera fixada ao telescópio e uma montagem com acompanhamento. Por isso não espere adquirir qualquer refletor de 114mm e semana que vem aparecer com fotos como a que eu mostrarei abaixo. Além disso, a qualidade ótica vária de equipamento para equipamento.


O argentino Israel Battistone conseguiu essa impressionante imagem de Júpiter com um refletor 114m F8, uma ocular SMA de 10mm, Barlow 2x e uma câmera Canon A540. A montagem foi uma EQ1. A foto é fruto de cerca de 30 frames processados no Registax. Essa é uma das melhores imagens que se pode ter com um telescópio desses. Com certeza não foi fácil. Eu achei outras fotos de Júpiter com esse nível de detalhes o que prova que é possível arrancar algo assim com um 114mm de boa qualidade ótica e a câmara certa (uma SPC900nc ou Toucam).


Essa de Saturno foi tirada com um Celestron Astromaster 114mm e uma Canon A3100 IS. A imagem foi processada no Registax e no Gimp, O autor foi Shropshire lad (apelido). Eu não achei nada de Saturno comparável com a imagem de júpiter acima.


Essa imagem de Marte, a única que achei para um refletor de 114mm foi tirada por Jeb Mayers, com um Tasco Luminova 114mF900 e uma Canon Powershot G5. É possível perceber levemente as calotas polares do planeta.


Gunter (apelido de um usuário do fórum do Astronomy.com), conseguiu essa imagem de Vênus com sua câmera Kodak EasyShare em seu refletor de 114mm.


Com um Meade 114mm e uma Phillips Toucan Pro II Christopher Dignan conseguiu essa boa  imagem da Cratera Platão, na Lua.


Se colocados numa boa montagem e com uma boa câmera, mesmo os telescópios mais baratos, quando possuem um ótica pelo menos aceitável, são capazes de gerar boas imagens. Usando um Orion Starblast, o modesto telescópio da foto abaixo, mas sobre uma montagem LXD55 (me parece equivalente a uma EQ-3 com Sys Scan) e uma Meade DSI, :John McSorley conseguiu a excelente imagem da Nebulosa de Orion (M42) que você vê acima. Para esta foto McSorley empilhou 22 frames de 30 segundos.



O Orion Starblast com seus 113mm

sábado, 5 de novembro de 2011

Comparativo de um Octans 7x50 com um Nikula 7x50 - primeiras impressões

O Octans 7x50 a venda no Ármazem do Telescópio - 144 reais com o frete (PAC).
Hoje tive a oportunicade de comparar um Nikula 7x50, que comprei por 180 reais na feira dos importados e está por 318 reais no Binóculos.net, com um Octans 7x50, que um amigo comprou por 144 reais (129+15 de frete) no Armazém do Telescópio, depois de fortemente incentivado por mim. Essa era um comparação que eu estava ansioso para fazer, pois os binóculos Octans são muito famosos entre os astrônomos brasileiros pela seu excelente custo benefício.

A primeira impressão que tive do Octans 7x50 não foi lá uma maravilha. O acabamento não me pareceu lá essas coisas, havia gracha saindo de uma das oculares (essa gracha deve ter sido colocada em excesso e deve sumir com o tempo). Também não gostei de ver como as tampas do binóculo saem, ou caem, tão facilmente. Elas praticamente só ficam no binóculo se ele estiver dentro da sacola, cujo tecido parece pouco superior ao Perfex que uso para limpar a pia da cozinha. Devido a pouca firmeza das tampas é bom o meu amigo nem cogitar colocar essas tampas quando estiver com o binóculo pendurado no pescoço, pois elas vão sumir bem facilmente.

Mas para minha tristeza e alegria do meu amigo, no primeiro teste, feito no fim da tarde, observando os prédios do Águas Claras, que ficam há alguns quilômetros na bela vista da janela do meu apartamento, pude ver claramente a superioradade da imagem do Octans. O constraste era melhor e ao tentar observar os prédios mais distantes, pude ver que a resolução do Octans eram superior a do Nikula, que está duas vezes mais caro no Binóculos.net. Para objetos realmente distantes parecia que o Octans conseguia sempre um foco melhor do que o Nikula.

Anoiteceu e infelizmente o céu não abriu. Mas a vista muito boa que tenho da janela do meu apartamento,  de onde vejo prédios a muitos quilômetros de distância, é sempre boa para fazer comparações com binóculos. Eu apontei os dois para a área de Samambaia, cidade satélite mais ao Sul e sem tantos prédios, e pude perceber que as luzes da iluminação pública ficavam mais pontuais no Octans do que no Nikula, me permitindo ver melhor as ruas daquela cidade satélite. Ao apontar para um prédio ainda em construção, que por isso estava bem escuro, pude perceber detalhes com o Octans que não apareceram no Nikula. Embora deixe claro que é uma diferença muito, mas muito pequena, apenas perceptível quando tiro um binóculo e imediatamente coloco o outro. (Só que isso não é necessário para ver que no Octans as cores são mais vivas).

Também quis apontar os dois binóculos para um poste com luz bem forte próximo do meu apartamento, para ver como reflexos internos apareceriam na imagem. A luz desse poste estava bem próxima do que seria a luz de uma Lua cheia. Ambos os binóculos apresentaram reflexos internos, mas no Octans a luz foi maior, porém mais fraca. No Nikula a luz foi mais forte, embora um pouco menor. Só que devo dizer que quando apontava os dois binóculos para o Águas Claras, reflexos internos eram quase imperceptíveis no Octans - você tinha que procurar por eles - enquanto no Nikula eles ficavam evidentes.

Também achei o Octans mais confortável de olhar. Ele tem uma pegada melhor e se encaixou melhor em meu rosto nas observações. Foi uma pena não ter tido um céu limpo para fazer as comparações. Se puder ver Júpiter antes de devolver o binóculo para meu amigo, vou colocar aqui no blog as minhas impressões. Assim mesmo pude ver que, mesmo custando muito mais barato e tendo um acabamendo bem inferior ao Nikula, que se sai muito bem nesse critério, o Octans claramente tem uma ótica superior e é um binóculo maravilhoso pelo preço cobrado.

Apesar da tristeza de ver que meu Nikula não era tão bom como eu imaginava, ficou a alegria de saber que o binóculo que tanto falei para meu amigo, e que ele comprou por sugestão minha, valeu e muito o preço pago por ele.

Por 318 reais no Binóculos.net (no boleto bancário) o Nikula tem excelente acabamento, mas a imagem, apesar de muito boa, perde para o Octans do Armazém do Telescópio, duas vezes mas barato.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

M30 e M75 - Aglomerados Globulares pálidos a Janela do Apartamento

 Como eu já disse antes, da janela do meu apartamento, tento mais é fotografar aglomerados abertos e aglomerados globulares. Mas fiquei muito feliz com os resultados que consegui nas últimas tentativas. Semana passada tentei alguns aglomerados Globulares que eram visíveis da janela do meu apartamento. Foram Eles, M2, M30 e M75. Este último de magnitude 8.5. O objeto mais pálido que já fotografei aqui do Guará. Não vejo a hora de tentar uma nebulosa ou galáxia daqui para ver o que consigo. Infelizmente, devido ás chuvas, isso pode levar semanas, ou mesmo meses. Eu já tinha publicado a foto de M2. Hoje deixo aqui M30 e M75.

M30 - Essa aglomerado tem magnitude 7.5.

M75, a foto ficou simples, mas esse é o objeto mais pálido que já fotografei da janela do meu apartamento.
O equipamento foi o Orion Premium ED 102mm, a Canon T2i não-modificada e a montagem Cg-5GT

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Minha melhor foto com o Coronado PST (Até agora)


Atenção - Foto tirada com telescópio solar com filtro H-alpha. 
Nunca aponte um telescópio ou câmera fotográfica para o Sol sem filtro específico para isso.


Eu estou aqui na maior expectativa da chegada do filtro C-ERF de 90mm e das câmeras Imaging Source que foram encomendadas do site BS-Astro de Portugal. Enquanto isso vou me virando com a Neximage e o Coronado PST com seus 40mm originais. Mas posso dizer que tenho conseguido bons resultados. Ontem consegui aquela que é com certeza a foto que mais me agradou até agora.
O resultado está entre os melhores que se pode conseguir com um Coronado PST e a câmera SPC900nc/Neximage. O segredo, para variar, é o uso do mosaico. Foram várias fotos tiradas com o Neximage e uma Barlow 2x. O resultado são imagens de pequenos pedaços do Sol. Se fosse vistas isoladamente, estas imagens não pareceriam tão boas, até um pouco fora de foco, na verdade. Mas juntando várias imagens e diminuindo o tamanho delas, a resolução fica muito boa.

Eu também acertei pra valer na configuração da captação ontem, através do programa Amcap. O Coronado é muito manhoso para configurar os parâmetros na hora da captura, pois a intensidade da luz solar varia muito, por isso nem sempre eu acerto na configuração da câmera.

Aqui uma outra imagem de outra região do Sol, no mesmo momento.

domingo, 30 de outubro de 2011

O equipamento ideal para Astrofotografia planetária e Lunar.

Fábio Plocos, o mais respeitado fotógrafo planetário brasileiro, com seu telescópio de 10 polegadas construído pelo Darío Pires.

Recentemente fiz um post sobre qual seria o equipamento ideal para Astrofotografia de céu profundo. Mas apesar de ter especificado que era para céu profundo. Tenho receio que algumas pessoas confundam, achando que o setup que funciona bem para céu profundo, também funcionará para a fotografia de planetas e da Lua, mas nem sempre isso acontece. A fotografia planetária exige um equipamento sensivelmente diferente da fotografia de céu profundo.

Montagem: Não existe a necessidade que a montagem seja tão robusta em relação ao telescópio quanto para céu profundo, já que os tempos de exposição são de centésimos de segundo e não minutos, ou mesmo horas, como em fotos de nebulosas e galáxias. Até mesmo com montagens sem acompanhamento, como as dobsonianas, é possível tirar ótimas fotos de planetas e da lua, pois o programa Registax fara o alinhamento das imagens, mesmo com o planeta em movimento. Mas é claro que uma robusta montagem com motorização sempre tornará as coisas bem mais fáceis.

Câmeras: A fotografia planetaria não é obtida através de frames com longos tempos de exposição, muito pelo contrário, ela é feita com filmagens, de preferencia as mais rápidas. Os melhores resultados são obtidos geralmente com filmagens de 60 frames por segundo.  A resolução da câmera não importa tanto (a não ser para campos maiores da Lua), o padrão é 640x480. Eu posso apontar três boas câmeras planetárias para estágios diferentes de boa astrofotografia planetária:

  • Inicial - SPC900nc, Neximage ou outras boas webcans com sensor CCD. - Valor: em média 80 a 100 dólares.
  • Intermediário - Imaging Source DMK21 (monocromática) -Também tem o modelo colorido (DBK21), que é mais fácil de usar, pois não precisa de roda de filtros e nem o trabalho de juntar as imagens depois, mas os resultados são bem inferiores. Eu recomendo o modelo preto e branco mesmo - Valor: em média 400 dólares. Procure a com entrada USB 2.0, que é muito mais fácil de instalar do que a com cabo firewire.
  • Expert - SkyNyx 2.0 - Valor: em média 1000 dólares. É a câmera usada pelo Fábio Plocos, considerado o melhor astrofotógrafo planetário do Brasil.

Telescópio: Para planetas e a Lua, a abertura reina. Se você quer tirar fotos realmente boas, que sejam admiradas pelos melhores astrofotógrafos, nem pense em menos do que oito polegadas. É claro que dá para brincar com aberturas menores, principalmente com um bom cassegrain. Fotografia planetária é uma área onde refratores apocromáticos quase não são utilizados devido ao baixo custo benefício.

Para fotografia planetária não é necessário um céu escuro, por isso é possível tirar excelentes fotos de Júpiter, Saturno e da Lua, mesmo no centro de regiões metropolitanas. É mais um motivo para um telescópio de grande abertura, pois você não terá que ficar viajando com ele para tirar fotos de planetas se pode fazer isso do seu quintal. Normalmente se sai da cidade é para se fotografar objetos de céu profundo.

Apesar de telescópios para céu profundo e planetas serem bem diferentes, você pode usar a mesma montagem para os dois telescópios.Uma CG-5 aguenta bem apenas pequeno refrator APO para céu profundo, mas para planetas não há problema em colocar um refletor de oito polegadas e até mesmo um de dez (embora para esse tamanho uma EQ-6 seja preferível). Um refrator apocromático de 4 polegadas e um refletor de 10 polegadas, mais uma EQ-6 são uma maravilhosa combinação para aqueles que quere fotografar planetas e céu profundo. Na cidade, coloque o refletor sobre a EQ-6 e quando puder ir para um céu escuro, deixe o refletor em casa e leve o refrator junto com a montagem.

Impressionante imagem de Júpiter registrada pelo Plocos. Veja mais em www.cyberplocos.com.br/

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

M11 - Pato Selvagem, mais uma foto tirada da Janela do Apartamento

CLIQUE NA IMAGEM PARA VER MAIOR

Eu sigo tirando fotos da janela do meu apartamento e, honestamente, tenho ficado feliz com a melhora que tenho conseguido nas fotos. Estou menos receoso em relação a poluição luminosa do Guará. Ela incomoda e aparece nos frames sim, mas com um bom processamento depois, é possível tirar muita coisa.

A foto acima foi procesada com 56 frames de 30 segundos em ISO 6400. É um bom tanto de frames. Também não estou exitando em usar o ISO da Câmera no máximo. É claro que isso gera mais ruído, mas uma foto de 30 segundos de exposição com ISO 6400 é muito parecida com uma de dois minutos em ISO 1600. Então, como meu telescópio não é fixo, acho que vale muito a pena jogar o ISO lá emcima, pois não conseguiria dois minutos de exposição de meu apartamento, ainda mais por que aqui não consigo usar a Neximage para autoguiagem (a não ser que haja uma estrela como Antares, ou Mimosa por perto para guiar). Para amenizar o ruído causado pelo ISO alto basta aumentar o número de frames que a situação melhora muito. Nessa foto eu ia tentar até mais frames do que consegui, mas depois do número 56, nuvens começaram a cobrir o céu e tive que parar.

Uma coisa que me deixou feliz, é que estou notando que em época de chuva temos poucas oportunidades para fotografar o céu, mas quando o tempo limpa o céu surge com muito mais qualidade do que na época da seca. Há menos poeira no ar e por isso a poluição luminosa espalha-se bem menos. No final da época da seca estava praticamente impossível tirar fotos daqui do Guará, mas agora, cada vez que as nuvens vão embora, tenho um céu bem interessante para trabalhar. Nunca vai ser como o céu da Chapada, nem mesmo como o da Chácara onde meus pais moram, mas dá para brincar com aglomerados globulares e abertos e quem sabe posso até tentar uma nebulosa mais brilhante. Aguardem.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Aglomerado Globular M2 - Da Janela do Apartamento

CLIQUE NA IMAGEM PARA VER MAIOR

A verdade é que, até esses dias, eu andava um pouco sem vontade de usar a Canon T2i para astrofotos, o motivo foi que eu tinha tentado limpar o sensor da câmera e tinha conseguido foi é deixar ele uma nojeira. Percebi isso ao tentar uma foto de M7 e, na hora de ajustar o contraste, identificar uma série de nebulosas escuras que não existem. 

Mas um amigo me indicou a Tecnofoto, uma assistência técnica da Canon, onde o Alberto limpou o sensor da câmera para mim. Não foi muito barato a limpeza (65 reais), mas acho que valeu muito a pena. E para me ajudar mais ainda, após duas semanas de nuvens, ontem finalmente o céu resolveu limpar um pouco. então, mesmo sendo domingo e eu tendo que acordar cedo no dia seguinte, decidi tentar umas fotos.

O Alvo foi M2, um interessante aglomerado globular em Aquário, que estava passando na minha janela no horário. Apesar de ter que movimentar o telescópio para fotografá-lo (eu tinha tirado outras fotos antes), o alinhamento ficou foi melhor do que estava antes e consegui frames razoáveis de 20 segundos. Para compensar o pouco tempo de exposição, joguei o ISO lá em cima, para 6400. E para compensar o ISO muito alto, tirei 42 frames a acho que poderia ter tirado até mais!


É uma foto simples, mas inédita para mim e isso é muito legal. além disso, cumpre a função de divertir este humilde astrofotógrafo.

domingo, 23 de outubro de 2011

Três interessantes "fails" do EBA e da Pousada Citates

Resolvi publicar três fotos que já estão há um bom tempo mofando no disco rígido do meu computador, por que considero elas como fails. É claro que muita gente diria que são otimas fotos, que eu estou exagerado, mas essas fotos para mim definitivamente nunca estiveram entre minhas preferidas, por que eu tenho certeza que teria conseguido muito mais se tivesse feito as coisas certas.

Nebulosa da Lagosta


Tirada na Pousada Citates, Foram 8 frames 90 segundos de exposição em ISO 3200. Eu poderia ter tirado mais frames e ter aumentado o tempo de exposição. Havia também uma certa poluição luminosa onde eu estava no local e um bom filtro contra isso teria ajudado muito. É possível tirar a vinhetagem que aparece no lado direito inferior, mas prejudica muito a nebulosa.

M27 com Barlow


Tirada no último dia do EBA, de todas, essa pode parecer a que menos merece estar aqui. Para tirar a foto acima eu estava testando o uso de uma Barlow 2x da Televue. Isso faz com que o tempo de exposição tenha que aumentar em quatro vezes. O problema foi que eu desisti muito rápido achando que não daria bons resultados. No fim, acabei completando com alguns frames de quando eu estava ajustando o telescópio. Se eu não tivesse desistido e tivesse tentado uns dez frames a mais, teria conseguido uma excelente foto. Foram ao todo 6 frames, sendo 3 de 4 minutos em ISO 3200, um de 74 segundos também em ISO 3200, outro de 168 segundos em ISO 1600 e outro de 4 minutos em ISO 1600. em resumo uma bagunça só. Mas a foto mostra que, com paciência, e uma câmera modificada, eu poderei conseguir excelentes resultados com a Barlow 2x (uma montagem mais robusta também ajudaria).


Nebulosa escura na Coroa Austral.



Está tudo errado nessa foto. Trata-se de um pedaço do grande complexo de Nebulosas Escuras na Coroa Austral. Eu não sei exatamente como esse pedaço se chama, nem se ele tem um nome. A grande dificuldade dessa foto era que eu não conseguia ver a nebulosa pela ocular. Essa foto também teria ficado muito melhor numa câmera modificada e numa distância focal menor (talvez uma lente de 135mm). A imagem foi conseguida através de 9 frames de 4 minutos em ISO 1600.

enfim, todas as três fotos são consideradas fails por que não acho que merecem ir para minhas galerias. Eu espero fazer as três tentativas novamente e, dessa vez, conseguir tirar essas fotos do jeito que deveria ser!

sábado, 22 de outubro de 2011

Fotos Tiradas com Refratores baratos de 60mm

Resolvi dar uma pesquisada na net para um assunto que interessa a muita gente que comprou um desses refratores de 60mm e quer saber do que eles são capazes: fotos tiradas com refratores de 60mm. É uma pesquisa que tive que fazer com atenção, para não misturar fotos tiradas com Tascos e Greikas de 60mm com um Apo Takarashi com lente feita de fluorite, que são categorias completamente diferentes de telescópios. Procurei por imagens conseguidas com refratores baratos, que costumam ser adquiridos por leigos em Astronomia.

Lembrando que eu não recomendo estes telescópios. Esse post é mais voltado para quem já comprou um telescópio desses e agora quer ver o que dá pra fazer. Esses são exemplos do melhor que você pode conseguir com um refrator de 60mm, desses comprados em Shoppings.


O Giovani Capae, de Belo horizonte tirou essa foto de Júpiter com um Meade de RB-60mm F700 e uma câmera Sony Dsc-V3
O Luiz G. M. Gouveia, de Portugal fez essa imagem de Vênus com um Optisan 60mm e uma Canon PowerShot S4
O Maurice Collins fez essa da Lua
O Ednilson Oliveira de São Paulo tem dezenas de fotos tiradas com um refrator de 60mmF15. entre elas, a que você vê acima
O Luiz G. M. Gouveia também fez essa de Saturno com o Optisan 60mm

O Steve, da inglaterra, conseguiu essa imagemde Marte com uma Toucam Pro modificada e o telescópio de 60mm sobre um telescópio maior, em PiggyBack http://www.g4aqb.org.uk/



Com um refrator em montagem equatorial com acompanhamento e uma Nikon Coolpix L16, o Marvin M. Jaen, das Philipinas, fez esta ótima imagen da Lua

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Russell Croman - O melhor astrofotógrafo que vi até agora!

Eu tive que fazer um post sobre Russell Croman, astrofotógrafo que descobri ao procurar informações sobre mapeamento de cores em astrofotografia. É claro que existem inúmeros excelentes astrofotógrafos no mundo todo e também no Brasil. Mas este astrofotógrafo que vive no Texas, é pra mim o que possui os trabalhos mais admiráveis que já vi até o momento, com fotografias de tirar o fôlego. Como a da Nebulosa da Lagoa - M8, que você pode ver abaixo:


Essa técnica de mapeamento de cores, por sinal, é impressionante. É com este tipo de técnica que são processadas as magníficas fotos do Hubble. Eu confesso que ainda sei muito pouco de sua metodologia, mas sei que para utilizá-la é preciso fotografar com filtros especiais. Ela é para astrofotógrafos que já estão no estágio máximo de sua evolução. Quem sabe um dia eu não chegue lá!

Enquanto isso, confira as belíssimas fotos de Russell Croman



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Guia de Modificação de uma Canon DSLR para astrofotografia



Esses dias achei um site que gostei muito. Ele ensina passo-a-passo como modificar a sua câmera Canon DSLR para o uso em astrofotografia. Para quem não sabe, as câmeras DSLR possuem um filtro antes do sensor, que busca corrigir a luz infravermelha que chega a câmera. Isso ajuda na captação de imagens normais, mas prejudica muito a astrofotografia por que imperde uma grande quantidade de luz vermelha da nebulosas de emissão de chegarem ao sensor. Sem esse filtro, aquela foto da via-láctea que tirei em Piggyback mostraria inúmeras nebulosas com muito mais evidência.


Pode parecer que a falta do filtro prejudicaria somente as fotos de Nebulosas e não de Galáxias, como já até me disseram, mas na verdade prejudica demais as fotografias das galáxias, por que toda galáxia tem inúmeras nebulosas e as fotos de galáxias com câmeras DSLR não modificadas costumam ser muito mais sem graça do que aquelas tiradas por câmeras modificadas.

Infelizmente, parece que neste momento no Brasil não há nenhum profissional realizando  a modificação das câmeras DSLR para astronomia e parece que se quisermos modificar uma aqui, temos duas escolhas: 1- Enviar a câmera para um profissional no exterior; 2 - Botar a mão na massa.

Olhando o site indicado, parece que não é impossível para alguém com pouca experiência fazer o processo. Bem, pelo menos eu dou conta de desmontar um computador inteiro e parece que a modificaçã da câmera não incluirá trabalhos com solda, algo que nunca fiz e que certamente seria um obstáculo.

Pelo que vi há dois pontos de atenção que são críticos, a organização e a limpeza do ambiente. Também terei que tomar muito cuidado com estática. No momento fiz a lista dos passos que me parecem mais importantes:

1- Imprimir e ler o guia até cansar.
2 - Adquirir o filtro de um site no exterior, que certamente levará mais de um mês para fazer a entrega.
3 - Adquirir as ferramentas necessárias.
4 - Preparar o ambiente para a modificação.
5 - Estabelecer uma metodologia de organização
6 - Praticar o uso das ferramentas, principalmente em relação ao uso de colas.
7- Discutir o máximo possível o assunto com outros colegas e ler em fóruns sobre a matéria
8 - Rezar
9 - Botar a mão na massa.

Neste momento estou imprimindo o guia. O resultado foi um documento com quase 100 páginas. Nas próximas semanas devo ver em qual site devo pedir o filtro enquanto vou adquirindo algumas ferramentas. E um projeto longo. Quero realizar a modificação somente quando tiver certeza do que estou fazendo. Afinal, não é fácil arriscar uma câmera dessas.

Nebulosa M42 fotografada com uma Canon 350d modificada, crédito: Sven De Deyn